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O mundo muçulmano

“Para passar dos jardins para o interior dos palácios tinham  os visitantes de atravessar os pátios e o seu dédalo de colunas de mármore branco, fontes e canais subterrâneos por onde a água corria, produzindo um som difuso e sussurrante que contribuía para que o visitante, cansado do pó da jornada, sentisse ali uma sensação de frescura e de harmonia contida (…).

Que sumptuosa arquitetura esta! A um tempo despojada e luxuosa, exuberante e contida, matemática e, por vezes, assimétrica, orientada em função da luz, mas logo de repente inclinando o seu mirahb na direção de Meca. Uma arquitetura onde cada porta, cada altura de cada janela, cada extensão de cada pátio foram pensados à medida de um homem, mas sempre em nome de Deus. “Só Alá é vencedor” (…)”

TAVARES, Miguel Sousa, 1999 – Sul. Lisboa: Relógio d’Água, pág. 60-61

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